vinte & 4

eu sempre quis ser a pessoa que. a pessoa que lê esses calhamaços (e não era). a que assiste esses filmes cults (e não era). a que deixa a vida acontecer (e não era). eu queria ser a pessoa que não incomoda ninguém (e nunca fui). vivia com a palavra engasgada na garganta. ainda bem que os verbos ficam no passado, junto com todas essas coisas que eu não sou. só sobra espaço pra ser de verdade. espero que qualquer outra coisa nunca caiba por aí, também. hoje eu completo vinte e quatro anos reescrevendo as circunstâncias que a vida coloca no meu caminho. com meus livrinhos, filmes bobinhos, muito planejamento e, como bem disse caio, “não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda”. contando história pra quem quiser ouvir. e, como diz lamparina e a primavera:

não
me
entrego
pros
caretas.

tenhamos coragem, queridos. é a única coisa que nos resta num mundo tão cafona.

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