banheiro

quero apagar as luzes
do silêncio que não chega
minha cabeça em movimento constante,
não para de pensar no que poderia ser
nunca no que é – não consegue chegar lá. veste
o presente como um monstro intocável,
que se distancia cada vez mais
do futuro que não para de me invadir
agora.

me aquieto,
de quando eu quando
em frente a uma página
sempre
gritando:
enfrente uma só página, por favor.
mal consigo,
tento ouvir.
confundo a folha branca
com outras louças.
tem palavras que me esvaziam
de todo agora e quase todas me perfuram
pra se mostrar
não aguento
a ânsia
preciso
vomitar

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