ésse ésse

não é nem que é só cansaço, tem a ver com uma sequência de sentimentos ruins que vão se juntando um em cima do outro e apertando o de baixo e crescendo até que chegue outro que o aperte e cresça e seja esmagado pelo próximo que vai crescer antes de entrar no bolo de coisa ruim que parece que faz esforço pra se adaptar no espaço que tem no meu peito. uma angústia desenfreada que não cabe nas coisas que têm dado certo e ainda menos na vida que já foi tão pior. a sensação infinita de não ser suficiente e o gosto amargo que fica na boca quando eu sinto que tá doendo muito mais do que deveria. podia ser tão simples. era pra ser. eu cheguei lá. mas lá ainda parece tão longe daqui. e eu só continuo andando. o problema é que agora eu já tô cansada demais e tudo dói. eu só quero enfiar o dedo na garganta e vomitar até não sobrar mais estômago nem esôfago nem faringe nem boca e comece a sair o pulmão o coração e quem sabe quando as últimas veias saírem não saia também um ou dois dos sentimentos amontoados que a essa altura já devem ter virado uma coisa só. fica até mais fácil desentender o singular silencioso que só repete assim:

Autor: giovanna marques

percebo as coisas com atraso e escrevo tudo pontualmente.

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